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Igreja na Sociedade: Transformados para transformar |
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Por Rev. Silvanio Silas
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01 de agosto de 2010 |
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Leitura bíblica: Ef 4.1-6 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm 12.1,2 O apóstolo Paulo está nos falando de transformação pessoal para poder ser um agente transformador. Somente aquele que é lavado e redimido pelo sangue do cordeiro pode ser instrumento nas mãos de Deus para exercer um papel transformador na sociedade em que vivemos. Só aquele que é “regenerado”, nascido de novo, e que já passou pelo processo da “conversão” tem esse poder do Espírito Santo para levar vidas à transformação. A regeneração é um ato do Espírito Santo que transforma o interior da pessoa, fazendo-a uma nova criatura. Desta forma ela não vive mais em si mesmo, nem para si mesmo, mas Cristo passa a viver nela. Se a regeneração é uma mudança interna, de alma e de pensamentos, a conversão, é uma mudança externa, de atitudes, de palavras e de relacionamentos. Os seus atos passam a estar em conformidade com a essência do seu interior, que é Cristo.
Mas, para falar de transformação, nada melhor do que buscar argumentos nos ensinos preciosos de Jesus no “Sermão do Monte”. Neste sermão o Senhor Jesus trata de todos os assuntos que envolvem a questão do caráter e da ética. Ele nos ensina o relacionamento com Deus, com o próximo e conosco mesmo. Todo cristão deveria ler e reler os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, que nos trazem o entendimento perfeito das leis de Deus. Uma vida transformada vive segundo os padrões ensinados pelo mestre amado.
As leituras da semana que passou começam exatamente com “As bem-aventuranças”, que nos fala sobre humildade, mansidão, justiça, misericórdia, coração limpo e paz, e afirma que os que tais coisas praticam são “Felizes”, muito embora estejam sujeitos a perseguições, a calúnias e maus tratos; e afirma que o reconhecimento por tais atitudes acontecerá no céu, com o recebimento dos galardões.
Ser transformado é ser sal da terra! (5.13) Ser transformado é ser luz do mundo! (5.14-16) Ser transformado é não se irar contra o irmão, que é o mesmo que matar! (5.21-26) Ser transformado é não ser adultero, ainda que só nas intenções! (5.27-32) Ser transformado é não ter espírito de vingança! (5.38-42) Ser transformado é amar ao próximo, seja ele amigo ou inimigo! (5.43-48) Ser transformado é dar esmola sem se vangloriar! (6.2-4) É orar com sinceridade, pois Deus conhece o nosso interior e as nossas necessidades! (6.5-18). Seus olhos são bons e deixa todo o seu corpo luminoso (6.22,23). Está pronto a servir, adorar e obedecer somente a Deus (6.24).
Os transformados estão aptos para serem instrumentos poderosos nas mãos de Deus para transformar o mundo que está em crise. A sua luz brilhará com tal intensidade que verão as suas boas obras e glorificarão ao Pai Celestial (5.16). Ele buscará em primeiro lugar o “Reino de Deus”, pois sabe que todas as coisas lhes serão acrescentadas (6.33). Não é um hipócrita. Ele pede e recebe, pois sabe que Deus é bom e quer dar o melhor para seus filhos (7.1-12).
Os transformados levam outros a entrarem pela “Porta estreita”, que é o caminho que conduz para a vida, para a salvação (7.13-14). Ele produz frutos bons e ouvirá do Senhor: “Vinde benditos do meu Pai”. Isso porque a sua casa está edificada sobre a rocha, que é Jesus (7.15-28).
Que Deus te ilumine, meu irmão, para que você seja um verdadeiro transformado para levar à transformação vidas preciosas.
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Disciplina na Igreja: Cultivando a vida com Deus |
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Por Rev. Anderson Abreu
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25 de julho de 2010 |
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Leitura bíblica: Efésios 4.17-24 “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” Falta de sensibilidade tem sido uma das observações mais feitas em nosso tempo. Constantemente ouvimos pessoas reclamarem que seus direitos estão sendo invadidos, que suas vidas não andam segundo o desejo do coração ou que cada vez mais está difícil compreender o ser humano. Parece que todos concordam que a falta de sensibilidade, isto é, a falta de respeito do outro ao nosso ser e nossos interesses, passou a ser um inimigo dos relacionamentos interpessoais de nossos dias. Lendo a carta de Paulo a comunidade cristã em Éfeso, percebe-se que esta dificuldade sempre existiu...
Na vida sofremos a tentação (que não vem de Deus, mas do nosso próprio coração segundo Tiago 1.13-15) de sermos vaidosos, palavra que no original grego significa também “sem propósito” ou “vazio”. Uma vida sem amor ao próximo e sem uma autoestima saudável torna o indivíduo destituído de qualquer senso de responsabilidade, antes, pensa unicamente em satisfazer a si mesmo, sem levar em consideração o outro ou avaliar seu modo de viver. Vive de forma vazia, oca, destruindo o que é puro e tornando “sagrado” e importante o que é fútil, fulgaz. Uma pessoa assim tem, como resultado de sua vaidade, uma maneira de viver que de longe lembra ou passa pelos caminhos de Jesus (vs.18).
Um segundo aspecto da falta de sensibilidade é que ela é fruto da “dureza de coração” (vs. 18 e 19). O ser, que é classificado como humano, hoje vive mais como um ser autômato, deixando de experimentar sentimentos e emoções, passando a viver como se fosse um programa matemático ou computador. Hoje as redes de sociabilidade são digitais, os telefonemas são substituídos por e-mails e o olho no olho passa a ser um “scrap”ou “memorando”. Fruto dessa mudança de paradigma (homem/máquina), o coração passa a exercer apenas sua função biológica, bombear o sangue, e deixa de ser figura de linguagem para alegria (...coração alegre aformoseia o rosto) e para a fé (...agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração).
A solução para o pensamento oco/vaidoso e a dureza de coração/falta e sensibilidade nos é trazida nos versículos 22,23 e 24, que ensinam que devemos ser homens e mulheres
1. DE CARÁTER (vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano): pessoas que não se deixam vender segundo os desejos da carne, da cobiça. 2. CUJA MENTE SEJA ABERTA AO APRENDIZADO (... e vos renoveis no espírito do vosso entendimento): filosofo significa “aquele que ama o saber”. Devemos ser pessoas sempre abertas ao ensino, ao aprendizado e a avaliação constante de nossas posturas. 3. QUE SE DEIXAM TRANSFORMAR UNICAMENTE POR DEUS (... e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.): Homens e mulheres que não querem assumir os rumos de sua própria vida espiritual nem a de outrem, antes, entendem que é Deus quem nos molda, transforma e que devemos viver em santidade, “... sem a qual ninguém jamais verá a Deus” (Hebreus 12.14). Que a seu coração continue sensível ao Senhor e ao seu semelhante, como fruto do cultivo de uma vida ensinável diante de Deus
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